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iPhone, o produto que mudou tudo, completa 10 anos
24
julho

“De vez em quando vem um produto revolucionário que muda tudo.” Essas palavras foram usadas por Steve Jobs, então CEO da Apple, antes de apresentar a uma plateia ansiosa o iPhone, lá no início de 2007. No dia 29 de junho do mesmo ano, ou seja, há dez anos, as vendas do iPhone começavam. Hoje, não é exagero dizer que Steve Jobs tinha razão: o iPhone mudou tudo.

“Essencialmente, o iPhone mudou como as pessoas pensam nos telefones celulares”, diz a EXAME.com Tuong Nguyen, analista principal de pesquisa da consultoria Gartner. “Em países como o Brasil, o smartphone virou um dispositivo central na vida das pessoas. É com ele que elas se comunicam, se divertem e fazem negócios.”

No início de 2007, Jobs resumiu o produto como um iPod, um telefone celular revolucionário e um “dispositivo de comunicação pela internet revolucionário”. “É internet no seu bolso”, disse Jobs, “pela primeira vez na história.”

Ao longo da última década, o iPhone mudou a relação que as pessoas têm com a tecnologia. “Antes, ao falar em computação, pensávamos em um desktop ou notebook. Com o smartphone, essa noção mudou completamente”, diz Nguyen. É uma mudança significativa ter um computador ao alcance dos dedos durante o dia todo.


“De vez em quando vem um produto revolucionário que muda tudo”, Steve Jobs, antes de anunciar o iPhone


Além disso, o smartphone da Apple sacudiu o mundo em um aspecto imprevisto no lançamento de sua primeira geração. Pela próxima década, falar sobre apps deixou de ser algo restrito a círculos nerds.

“O iPhone foi o balizador para uma nova onda de inovação. A plataforma que a Apple construiu quebrou paradigmas e possibilitou a criação de aplicativos que pudessem ser distribuídos globalmente”, fala a EXAME.com Eduardo Henrique, diretor de negócios internacionais e um dos fundadores da Movile, dona de apps como iFood, PlayKids, entre outros.

Uma indústria bilionária nasceu e causou pequenas revoluções em diversos setores. Uber, 99, entre outras, mudaram a mobilidade urbana. WhatsApp se tornou uma ferramenta massiva de comunicação pela internet. Netflix popularizou vídeos sob demanda. Foram dezenas de outras mudanças.

“A tecnologia é capaz de deixar as coisas mais baratas, menores, e mais acessíveis a todos. O iPhone é o exemplo mais bem-acabado disso”, diz a EXAME.com Peter Fernandez, CEO da 99.

O produto foi chave na subida da Apple ao posto de empresa mais valiosa do mundo, em 760 bilhões de dólares. “Para entender essa importância, basta ver que a Microsoft não se manteve nesse posto após um problema de entrada no mercado de dispositivos móveis”, afirma Nguyen.

Quando começou a apresentação do iPhone no palco da conferência Macworld de 2007, Steve Jobs afirmou que esperava por aquele dia havia dois anos. Ali, chegava ao fim o segredo de desenvolvimento do iPhone.

Três aparelhos em um

iphone7

O iPhone nasceu por conta de um medo da Apple, que previa que mais cedo ou mais tarde alguma outra empresa criaria um telefone celular com uma espécie de iPod embutido. O reprodutor de mídia havia trazido cerca de 45% das receitas da Apple em 2005, o que explica a preocupação da Apple. O plano inicial era trabalhar em conjunto com outra fabricante para oferecer esse produto. A escolhida foi a Motorola.

O resultado foi um modelo da linha ROKR que trazia um iPod dentro. Conhecido pelo seu alto grau de exigência e pela completa falta de delicadeza, Steve Jobs desistiu de continuar com parcerias do tipo após o primeiro lançamento. O biógrafo Walter Isaacson descreve a reação de Jobs. “Estou cansado de trabalhar com essas empresas estúpidas como a Motorola”, teria dito Jobs a outro executivo. A solução seria que a Apple trabalhasse em seu próprio smartphone.

Inicialmente, a Apple testou uma rodinha similar à que estampava a frente do iPod. O resultado, no quesito usabilidade, era pobre e frustrante. Foi preciso trazer inspiração de outro projeto secreto da casa: o iPad. Apesar de ter sido lançado posteriormente, o tablet começou a ser desenvolvido antes do que o iPhone. Ele era uma resposta a um produto que vinha sendo criado dentro da arquirrival de Steve Jobs, a Microsoft. Um funcionário da empresa de Bill Gates teria se gabado repetidas vezes a Jobs sobre um tablet que viria equipado com uma caneta stylus.

O espírito competitivo de Jobs aflorou e ele pediu ao time de desenvolvimento na Apple que criasse um tablet que funcionasse sem o auxílio de uma caneta ou de qualquer outro acessório. “Vamos mostrar como se faz.” Assim nasceu a ideia de uma superfície coberta de vidro e que tivesse um teclado virtual. A solução serviria bem no iPhone e acabou sendo escolhida.

Alguns testes com teclados físicos foram feitos, mas a solução não agradava àqueles envolvidos no desenvolvimento, sobretudo a Jobs. “Pensem em todas as inovações que seríamos capazes de implementar se usássemos um teclado na tela com software. Vamos apostar nisso e então encontraremos uma maneira de fazer funcionar”, teria dito Jobs quando optou por não usar um teclado físico, como os modelos BlackBerry.

“O iPhone definiu o que um smartphone é. O padrão, até então, era de teclados físicos, como os usados pela Nokia e BlackBerry”, diz Nguyen. “Todos os smartphones que vemos hoje ainda são muito mais parecidos com o que era o primeiro iPhone.”

A mudança mais significativa era a tela de 3,5 polegadas–enorme pelos padrões da época. Ele ainda trazia um sensor que virava a tela quando o iPhone fosse deitado. A câmera, de 1,9 megapixel, tinha boa performance mesmo em ambientes de baixa iluminação. O primeiro iPhone substituía uma dezena de outros gadgets–ao longo da década seguinte, ele poderia substituir muitos outros produtos.

Ao longo dos anos, o iPhone evoluiu e se transformou–até pela pressão de empresas concorrentes, que não ficaram paradas assistindo ao sucesso do iPhone [relembre cada modelo de iPhone lançado pela Apple]. As câmeras ficaram cada vez melhores e possibilitaram a chegada de apps como o Instagram e o Snapchat. Sensores internos fizeram com que ele substituísse o GPS para usuários de ambientes urbanos.

Com o iPhone 5s, a Apple popularizou os sensores de impressões digitais. O NFC, que, verdade, chegou tardiamente, serviu como base para o Apple Pay, serviço de pagamentos digitais da empresa. Outros sensores possibilitaram o uso do iPhone para controle da saúde.

O visual também mudou. A partir do iPhone 5, a tela deu uma esticadinha, chegando a 4 polegadas. A empresa demorou a assimilar a ideia de que o mercado queria displays ainda maiores. Foi somente em 2014 que o iPhone passou a ter dois modelos, o regular (com tela de 4,7 polegadas) e a versão Plus (com tela de 5,5 polegadas).

“Acredito que por mais promissor que o iPhone fosse, ninguém imaginaria o tamanho da mudança que traria”, fala a EXAME.com Breno Masi, gerente de produto da PlayKids. Masi ficou famoso globalmente após ser o primeiro a desbloquear um iPhone 3G. “Na minha vida foi um divisor de águas. Primeiramente, quando vi a oportunidade de desbloquear e utilizar o telefone no Brasil, e no ano seguinte, com o desenvolvimento de aplicativos que revolucionaram o dia-a-dia e a vida das pessoas.”

Fonte: Exame

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